quarta-feira, 1 de maio de 2013

1º DE MAIO: PROTESTOS PELO MUNDO


 Trabalhadores da Grécia, Espanha, Itália, Alemanha e Turquia marcaram o dia 1º de maio, data em que se comemora o Dia do Trabalho, com manifestações e pedidos pelo fim das medidas de austeridade que foram impostas em seus países.
Em Atenas, cerca de mil policiais foram mobilizados para lidar com qualquer violência durante manifestações e greves dos setores público e privado.Os dois principais sindicatos da Grécia convocaram uma greve geral que causou a interrupção de serviços de transporte, incluindo balsas para as ilhas.
Já na Espanha, onde a taxa de desemprego ultrapassou 27%, protestos foram convocados em mais de 80 cidades para incitar uma mudança radical na política econômica da União Europeia. Enquanto isso, os sindicatos na Itália fizeram uma manifestação no centro de Roma.
Em uma coluna no jornal El Economista, o secretário geral do sindicato espanhol CCOO, Ignacio Fernandez Toxo, criticou a "enorme irresponsabilidade" do governo em permitir que o desemprego suba a tais níveis.
Candido Mendez, chefe do sindicato espanhol UGT, disse que ter mais de 6 milhões pessoas desempregadas significava que "nunca houve um 1º de Maio com mais razão para tomar as ruas".
Na Turquia, a polícia chegou a disparar jatos de água e gás na multidão que protestou em Istambul. Os policiais também tentaram bloquear o acesso dos manifestantes à principal praça da cidade, Taksim.
Em outras partes do mundo também há protestos. Na Indonésia e Índia, a manifestação ocorre por maiores salários. Na China, o descontentamento é pelo cortes de pensões.
 BARCELONA 






ALEMANHA

 GRÉCIA

 JAPÃO

 ESPANHA

 TURQUIA
INDONÉSIA
FILIPINAS


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Se o aquecimento Global Existe, por que o Mar Báltico está congelado essa época do Ano?


Área de 176 mil km² está coberta de gelo no início da primavera.
Navios quebra-gelo abrem caminhos para permitir navegação.



 Congelamento do Mar Báltico fora de época bate recorde, área de 176 mil km² está coberta de gelo no início da primavera. Navios quebra-gelo abrem caminhos para permitir navegação. (Foto: Anders Wiklund/Scanpix Sweden/AP)Navio Soderman navega no mar Báltico congelado (Foto: Anders Wiklund/Scanpix Sweden/AP)


















No início desta semana, 176 mil quilômetros quadrados do Mar Báltico estavam cobertos por gelo, um recorde para esta época do ano, desde as primeiras medições feitas na década de 1960 pelo Instituto Meteorológico e Hidrológico da Suécia
O período em que o gelo atinge o seu tamanho máximo geralmente acontece em janeiro.
Em um mapa, isso significa que cerca de metade das partes centrais e do norte estão congeladas. Ao norte, o gelo é muito grosso e difícil de romper. Partes do sul do Mar Báltico também estão tomados por gelo, de Estocolmo até o arquipélago de Västervik.
A Administração Marítima Sueca mantém todos os seus cinco navios quebra-gelo em atividade.
Navio utiliza canal aberto por navio quebra-gelo no mar Báltico, na Suécia (Foto: Anders Wiklund/Scanpix Sweden/AP)Navio utiliza canal aberto por navio quebra-gelo na Suécia (Foto: Anders Wiklund/Scanpix Sweden/AP)
Embarcação de passageiros navega em canal no gelo feito por um navio quebra-gelo em direção à ilha Husaro (Foto: Anders Wiklund/Scanpix Sweden/AP)Embarcação de passageiros navega em canal no gelo feito por um navio quebra-gelo em direção à ilha Husaro (Foto: Anders Wiklund/Scanpix Sweden/AP)
Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/04/congelamento-do-mar-baltico-fora-de-epoca-bate-recorde.html

quinta-feira, 4 de abril de 2013

UMA ABERTURA PARA AS MULHERES AFEGÃS


Duas bombas explodiram na quarta-feira 7 de março em Herat, cidade do Afeganistão que abrigou o primeiro Festival de Cinema Internacional de Mulheres, o Herat International Women’s Film Festival. As explosões aconteceram próximo ao aeroporto da cidade e foram ouvidas durante o festival. O incidente fez a organização considerar o cancelamento do evento. Temia que fosse uma tentativa de represália. Não era. Soube-se  mais tarde que as explosões não tinham relação com o festival, mas a tensão que se instalou por algumas horas mostra um pouco sobre a realidade das afegãs. República Islâmica recente, o país vive um contexto de forte opressão de gênero. Ali, 80% das mulheres não têm acesso aos estudos, o que naturalmente se estende para o acesso e a produção de arte.
"Herat International Women’s Film Festival" permitiu que as próprias mulheres falassem de seus problemas. Foto: Divulgação
“Herat International Women’s Film Festival” permitiu que as próprias mulheres falassem de seus problemas. Foto: Divulgação
O Festival seguiu por três dias com seus 17 filmes, que passavam por tabus e violência doméstica, sendo 10 deles produzidos no Afeganistão. Uma das organizadoras do evento Guissou Jahangiri fala aCartaCapital do objetivo de dar a oportunidade das mulheres falarem por elas próprias. “Sentíamos a necessidade de ver as mulheres falando sobre os problemas delas aqui no Afeganistão”, diz Guissou.
Dentre os documentários, histórias de lutas cotidianas com as quais outras jovens de diferentes partes do mundo poderiam se identificar, como a tentativa de se engajar politicamente ou se tornar uma atriz profissional, mas que trazem como peculiaridade um plano de fundo de extrema violência: recorrentes abusos sexuais, maridos e pais viciados em drogas, o julgamento moral da sociedade machista e o descaso da lei, que não interfere em favor das mulheres.
Guissou é diretora executiva da  Armanshahr Foundation, uma organização não governamental fundada há cerca de 15 anos que milita pelos direitos humanos na Ásia. A fundação organizou este primeiro festival de modo que ele não fosse uma competição, mas uma celebração da produção de arte que envolve a mulher.
Os filmes não são 100% produzidos por mulheres, mas todos englobam a temática da repressão do gênero. Icy Sun, dirigido pelo afegão Ramin Mohammadi, traz o dilema de uma jovem que sonha em ser atriz, mas tem de cuidar do marido envolvido com drogas. “Nesse filme nós vemos como é difícil para uma mulher afegã ser atriz, quando tudo que ela quer é atuar”. A protagonista é abusada e agredida em seu caminho, que em outros lugares não seria tão penoso. O diretor, que estudou arte no Afeganistão e na Coréia do Sul diz que o cinema é a linguagem que ele encontrou para se identificar com o mundo que o cerceia. “É uma porta para o desconhecido, para os homens perdidos. Uma maneira de encontrar belezas”.
Guissou explica que a oportunidade é única, com o mercado de filmes e documentários no Afeganistão em ascensão. Filmes iraquianos e indianos, gravados na mesma língua falada pelos afegãos, fazem sucesso no país.
A luta das mulheres não é só no Afeganistão, mas a preocupação do evento – que está previsto para acontecer anualmente – é que as afegãs saibam que não estão sozinhas. “Do Brasil até Cabul, passando pela China, a opressão às mulheres é um problema mundial. É bom que tenhamos uma experiência internacional aqui, que se permita a troca de experiência entre diferentes documentaristas e o mais importante: que se saiba que a comunidade internacional se importa.”
Sobre os tabus abordados, ela diz que os filmes não têm como fugir de temas delicado, se considerado a própria violência é vista como um tabu. O processo é velado e acobertado por uma sociedade machista que constantemente questiona a honra de suas mulheres. Com uma população relativamente jovem – 67% estão abaixo dos 30 anos, segundo relatórios da própria Armanshahr Foundation -, o país passa por um processo gradativo de fortalecimento da democracia e dos direitos humanos.
A sombra do Talibã
Até o final de 2014, as forças internacionais deixarão o Afeganistão por completo. Isso tem gerado um clima de incerteza quanto ao futuro do país, já que há mais de dez anos a ONU mantém a Força Internacional de Assistência para Segurança, da qual participaram mais de 40 países, anunciada em dezembro de 2001.

O medo de que o Talibã retome suas forças é real, ainda maior com o início de retirada das tropas. Barack Obama anunciou em 2011 a retirada de 34 mil soldados norte-americanos, que deve ser concluída nos próximos doze meses. França e Inglaterra seguiram o exemplo e também anunciaram que retirarão seus contingentes.
O terror imposto pelo Talibã gerou milhares de refugiados, que agora retornam gradativamente para a terra natal. Segundo dados da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), nos últimos dez anos cerca de 5,7 milhões de afegãos retornaram ao Afeganistão. Ainda assim, cerca de 2,7 milhões se mantém como refugiados.
O festival propõe a abordagem da questão, feita com cuidado no filme Light Breez, Memories of an Immigrant Girl.  A produção é inspirada na biografia da própria diretora e roteirista Sahraa Karimi, que quando jovem se refugiou com a família. O filme mostra as experiências de seu primeiro ano como refugiada em um novo país. “Um terço de nossos refugiados estão desabrigados ao redor do mundo. É algo sobre o qual queremos refletir também”, diz Guissou.
Na era pós-talibã, apesar da criação de novos órgãos para a proteção dos direitos das mulheres, elas continuam a suportar violações graves e a violência contra mulheres e meninas permaneceu generalizada. “A Armanshahr Fundação reitera suas chamadas à comunidade internacional para reforçar o apoio para o futuro do Afeganistão”, explicita a organização, destacando que os mecanismos para assegurar os direitos das mulheres não podem ser usados como moeda de barganha nas negociações de paz, mas devem ser priorizados de acordo com as obrigações internacionais.
Recepção
Guissou conta que a recepção tem sido positiva até o momento. “A sociedade ficou apreensiva no começo, era possível notar isso no clima. Há um certo perigo, claro, nós tivemos que ter cuidado com os filmes que escolhemos, porque não podem ter linhas não lidas”, diz ela, que afirma estar surpresa com a cobertura da mídia, que reportou bastante sobre o festival e suas implicações. “ Falei com pessoas no Irã que também ficaram muito surpresas com o entusiasmo que geramos aqui”.

Ela espera que o festival se consolide e ganhe cada vez mais espaço. “Isso é só o começo. Ainda temos muitas linhas que as mulheres não podem cruzar, mas esse é um começo da expressão das mulheres em olhar para dentro de si mesmas”. Até agora não há previsão para estreia dos filmes no Brasil.

Aécio Neves chama ditadura de “revolução”


O senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, referiu-se nesta quinta-feira 4 ao golpe militar de 1964 como “revolução”.
Inevitável. Sobra para ele, caso Serra decida encerrar sua carreira de candidato na disputa municipal de São Paulo. Foto: José Cruz/ABR
Inevitável. Sobra para ele, caso Serra decida encerrar sua carreira de candidato na disputa municipal de São Paulo. Foto: José Cruz/ABR
A fala ocorreu no 57º Congresso Estadual de Municípios de São Paulo, em Santos, litoral paulista.
O termo “revolução” é comumente usado por militares e simpatizantes do regime repressivo que comandou o Brasil por 21 anos, entre 1964-1985.
Os militares negam que neste período tenha se caracterizado uma ditadura no País.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, ao ser questionado sobre o uso do termo, Aécio desconversou. “Ditadura, revolução, como quiserem”. Depois, o senador afirmou que “era um regime autoritário, que lutamos para que fosse vencido”.

O tucano usou o termo durante um discurso no qual apresentava breves relatos de episódios históricos, que, segundo ele, retratam a política centralizadora do governo federal que se mantém por décadas. “Veio a revolução de 64, novo período de grande concentração de poder nas mãos da União, apesar de ter sido um período em que foram criadas políticas compensatórias para determinadas regiões menos desenvolvidas.”

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/politica/aecio-neves-chama-ditadura-de-revolucao/

sexta-feira, 8 de março de 2013

MULHERES DESENVOLVENDO O MUNDO...




Além da Graça Foster, da Petrobras, apenas três ocupam a cadeira da presidência quando são consideradas as 64 empresas cujas ações compõem o índice Ibovespa.

Anna Christina Ramos Saicali comanda hoje a B2W (que reúne Americanas.com e Submarino), Dilma Pena, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e Ana Maria Machado Fernandes, o grupo EDP (empresa do setor de energia elétrica).
Em outras companhias, como na Totvs, aparece uma ou outra vice-presidente.
"A maior parcela dos presidentes é proveniente do setor comercial das empresas, área em que há poucas mulheres. Elas costumam ir para administração ou marketing", diz a professora da FGV Denise Delboni.
"A gravidez também afeta. Elas se afastam por um período, enquanto os homens continuam avançando."
Além da presença reduzida nas principais posições, as mulheres que ocupam cargos de alta gerência continuam recebendo menos.
O setor que apresenta maior desigualdade hoje é o de seguros, segundo a Michael Page, empresa de recrutamento corporativo.
"Seguros é uma área tradicionalmente masculina, onde as mulheres foram entrando aos poucos e hoje começam a ocupar cargos gerenciais, mas estão nos de menor importância", diz Sérgio Sabino, responsável pelos estudos da Michael Page no Brasil.
Nesse setor, o sexo feminino ganha apenas 34% do valor dos salários dos homens em cargos gerenciais.
Em seguida, aparece o varejo como segundo pior segmento para as mulheres.
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'Nos EUA, menos de 15% dos CEOs são mulheres'
Nem nos Estados Unidos a presença feminina na cúpula das companhias é lá muito animadora. "Menos de 15% dos CEOs de empresas listadas nos índices americanos de ações Dow Jones e Nasdaq são mulheres", diz Debora Spar, presidente do Barnard College, da Universidade Columbia, em Nova York.
"Nos conselhos dessas companhias, só 15 ou 16% dos assentos são ocupados por mulheres." Para a professora, uma mudança significativa desse cenário nos Estados Unidos ainda vai levar "pelo menos uma década."
Na Europa, o panorama é um pouco melhor, segundo Spar. "Alguns países adotaram cotas para garantir a presença feminina nos conselhos das empresas. Mas ainda não chegam a 50%".
"As cotas não são a melhor estratégia para os EUA. Não gostamos de cotas de nada neste país. Não é bom conseguir um cargo apenas porque há cotas."
O avanço virá, diz. "Talvez não tão rápido quanto desejássemos. Aqui nos EUA, a pressão de dentro das empresas e da mídia funcionará mais do que cotas."
Dar autoconfiança às meninas é essencial. "Mas também educá-las para serem líderes, com capacidades necessárias como administração e negociação."
Fundado em 1889, o Barnard College foi uma das primeiras faculdades do mundo a oferecer um currículo focado em liderança exclusivamente para mulheres.
Todo ano, o Barnard realiza simpósios para levantar questões de gênero, em especial as relacionadas ao mercado de trabalho. Os encontros anteriores foram na China, na África do Sul, em Dubai e na Índia.
Em diferentes setores e com velocidade diversa, as mulheres vêm avançando, observa Spar nos seminários realizados pelo mundo.
"Na Índia, por exemplo, os progressos foram mais notados entre mulheres que trabalham no setor financeiro. Na África do Sul, elas foram bem no governo, mas não tanto no setor privado", relata a professora.
Pequenas iniciativas nas empresas, como uma sala para retirada de leite podem ajudar muito, de acordo com a professora.
"Mulher Maravilha: Sexo, Poder e a Busca por Perfeição" é o título provisório de seu próximo livro, que deverá ser lançado em setembro próximo.
O evento deste ano, intitulado "Women Changing Brazil" (Mulheres que Mudam o Brasil) será presidido por Spar, em São Paulo, no próximo dia 18.
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Saúde
Mulheres que trabalham fora são menos cuidadosas com a saúde, de acordo com pesquisa feita pela operadora do setor Omint.
O levantamento mostra que 5,5% das trabalhadoras não realizaram mamografia -exame que deve ser feito anualmente- em 2012. Entre as donas de casa, a parcela é de 2,3%.
A diferença é maior no caso de ultrassonografia de mama: 18,6% das mulheres ativas no mercado não se submeteram ao exame. A porcentagem é de 4,5% entre as que trabalham em casa.
O Papa Nicolau foi feito por todas as donas de casa pesquisadas. No outro grupo, 5,7% passaram o ano sem realizá-lo.
"Não é considerado um percentual alto se olharmos para as estatísticas do país. Mas chama a atenção o fato de que se trata de um publico qualificado, com boa formação e acesso a plano de saúde", afirma Caio Soares, diretor médico da operadora de saúde.
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Financiamento feminino
As mulheres já representam mais da metade das operações de microcrédito, conforme números de algumas instituições bancárias.
Nas operações do Santander, elas são responsáveis por aproximadamente 70% da carteira de clientes da instituição na modalidade.
"Os índices de adimplência da nossa operação, por exemplo, são de cerca de 96,5%, mas o pagamento em dia é ainda melhor quando olhamos só a base de clientes mulheres", afirma Jerônimo Ramos, superintendente do Santander.
No Banco do Brasil, mais de 360 mil mulheres fizeram pequenos empréstimos -o que representa cerca de 60% do total de clientes de microcrédito.
No Itaú, o percentual de de mulheres na carteira de microcrédito é de 62%.
"A intensa participação feminina na carteira reflete o perfil empreendedor que muitas têm", afirma Eduardo Ferreira, superintendente do Itaú Microcrédito.
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Igualdade... O número de mulheres no comando de franquias brasileiras é quase igual ao de homens, segundo a consultoria especializada em franchising Rizzo.
...na franquia Dos 133.599 franqueados ativos até o final do ano passado, 51,4% eram homens e 48,6%, mulheres.
Óleo... A Petrobras aumentou a contratação de mulheres em 120% nos últimos nove anos. Segundo informação da empresa, o crescimento da admissão de mão-de-obra masculina foi de 60% no mesmo período.
...e batom De um total de 6.653 gerentes, as mulheres ocupam hoje 1.104 cargos de gerência, aproximadamente 17%.
Mandatárias Além da presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, a companhia conta com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, no conselho de administração.

Por: Maria Cristina Frias
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/mercadoaberto/1242698-mulheres-presidentes-ainda-sao-poucas-no-pais.shtml

HUGO CHÁVEZ - O NOTÁVEL REFORMADOR


O Brasil tem um ponto em comum com a Venezuela: o brutal desequilíbrio social. Havia outro até data recente, representado pela extraordinária semelhança entre a mídia venezuelana e a brasileira, uma e outra a serviço da oligarquia e da treva, sempre e sempre dispostas a inventar, omitir e mentir. Se hoje não há como alegar esta inglória parecença, é porque Hugo Chávez, ao contrário do governo do Brasil, decidiu enfrentar o inimigo.
Populista? Por que lutou contra o neoliberalismoe a favor dos desvalidos? Por que defendeu a unidade latino-americana e o petróleo do seu país? Por que tirou muitos venezuelanos da miséria e erradicou o analfabetismo? Foto: Juan Barreto/AFP
Populista? Por que lutou contra o neoliberalismo
e a favor dos desvalidos?
Por que defendeu a unidade latino-americana
e o petróleo do seu país?
Por que tirou muitos venezuelanos da miséria
e erradicou o analfabetismo? Foto: Juan Barreto/AFP
No momento, mais da metade dos órgãos de comunicação venezuelanos são públicos, o que permite restabelecer um razoável equilíbrio entre as forças envolvidas nesta guerra. As palavras guerra e inimigo estão longe de ser exageradas. O ataque ao governo de Dilma Rousseff é feroz e diuturno, assim como foi a Lula e a Chávez. A mídia nativa, aliás, continua na ofensiva contra o líder venezuelano e celebra sua morte como se o odiado inimigo tivesse tombado no campo de batalha.
As razões são óbvias. Chávez, como Lula e Dilma, mexeu com os interesses da minoria privilegiada. Há diferenças entre o venezuelano e os brasileiros, ao contrário destes, aquele recorreu a formas autoritárias de poder. Mesmo assim, tratou-se de um formidável reformador e de um incentivador da unidade latino-americana a bem da independência do subcontinente, enfim livre da condição de quintal dos Estados Unidos.
Nem tudo na atuação de Chávez merece admiração, mas seus méritos estão expostos à luz do sol. Leio as diatribes ficcionais da nossa mídia, dizem que se tratou de um déspota populista. A definição é tão imprópria quanto foi batizar de “terrorista” quem lutou contra a ditadura civil-militar. Populista porque nacionalista ao defender o petróleo de seu país como fez Getúlio Vargas em 1952 ao criar a Petrobras? Ou populista porque condenou firme e inexoravelmente o neoliberalismo?
Tropecei na quarta 6 de março no delirante editorial da Folha de S.Paulo, que condenava o “populista” Chávez por causa do seu peremptório não ao neoliberalismo. Ora, ora, mas não foi a religião do deus mercado que nos mergulhou na maior crise econômica, política e social dos últimos dois séculos? Algo não menos assustador do que as epidemias de peste negra da Idade Média.
Ah, claro, populista por ter tirado da miséria uma larga fatia de venezuelanos, e por ter garantido assistência médica e hospitalar a todos os concidadãos, e por ter erradicado o analfabetismo. Tal é a linha da mídia nativa, exército dos barões. O jornalismo há de se basear no respeito da verdade -factual, no exercício do espírito crítico e na fiscalização do poder. Os barões midiáticos e seus regimentos desrespeitam a verdade factual e submetem o espírito crítico aos seus dogmas e preconceitos. Quanto à fiscalização do poder, cuidam de investir de arma em punho contra quem ali está há dez anos, depois de ter elevado à glória dos altares o governo tucano de FHC e tornado motivo de culto todas as suas mazelas.
Creio não ser árduo perceber que estamos a assistir, há dez anos, a uma ofensiva bélica, em pleno desrespeito às regras éticas do jornalismo e do senso de responsabilidade imposto pela consciência da cidadania. Não nos defrontamos simplesmente com uma mídia a serviço da oposição, e sim com uma artilharia capaz de executar seu bombardeio sem solução de continuidade.
De uns tempos para cá, me ocorre, de quando em quando, perguntar aos meus perplexos botões se o governo tem vocação de mulher de apache. Estão pasmos, admitem, com tanta leniência, ou paciência, ou resignação. E se declaram perdidos como um pesqueiro ao largo da costa escocesa, em uma madrugada invernal a 20 graus abaixo de zero, em meio à névoa mais espessa e sem apito. Aos leitores sugerem uma pausa de meditação à página 16 desta edição, para inteirar-se da reflexão de Mauricio Dias na sua Rosa dos Ventos.
Ali, entre outras considerações muito oportunas, Mauricio evoca uma entrevista que ambos fizemos com Hugo Chávez, em 2006. Recordo um maciço indivíduo, de carisma explosivo e fala fluente, a dizer coisas que faziam sentido.

POR: Mino Carta
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/notavel-reformador/

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

DE CADA 10 PESSOAS, 6 NÃO TEM ACESSO A SANEAMENTO


Condições adequadas de higiene são desafio em grande parte do planeta e levam a prejuízos nos sistemas públicos de saúde

Esgoto sem tratamento sendo despejado no rio Poxim em Aracaju, Sergipe
Problemas com saneamento podem favorecer aparecimento de doenças como hepatite e cólera (Luis Carlos Moreira)
Seis em cada dez pessoas não possuem acesso a saneamento adequado. O dado, divulgado pela Sociedade Americana de Química (ACS) no último sábado, corresponde à média mundial, calculada a partir de pesquisa realizada em 167 países. Segundo o estudo, 40% da população global utiliza formas improvisadas de saneamento e mais de 4 bilhões não possuem acesso a algumas facilidades, como sanitários com descarga.


A publicação classifica como saneamento adequado condições que possam proteger os usuários e o ambiente ao redor de efeitos prejudiciais à saúde, como o contato direto com excrementos. Nesta classificação não estão incluídas medidas mais elaboradas, como tratamento de esgoto ou ações que evitem a contaminação de rios, lagos e oceanos.



Segundo a pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Direito Sanitário da USP, Luciana Vieira Seixas, a situação identificada pelo estudo pode provocar doenças e mortes. “As diarreias respondem por mais de 50% das doenças relacionadas ao saneamento básico inadequado”, diz. “A ausência de saneamento básico também favorece doenças como a hepatite A, a febre tifóide, a cólera, a giárdia e os salmonelos.”



Panorama preocupante - Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas não possuem facilidade alguma quanto ao saneamento, e são obrigadas a fazer suas necessidades a céu aberto. Entre os índices mais baixos de acesso estão a África Subsaariana e o sul da Ásia, onde, respectivamente, 70% e 59% da população não têm contato com métodos mais aprimorados de saneamento.



No ranking dos piores países da OMS, o Níger ocupa a primeira posição, com apenas 9% da população beneficiada. Países como Bélgica, Canadá e Dinamarca apresentam 100% de acesso ao saneamento. O Brasil fica no meio do ranking, com 79% da população alcançada. “Cerca de 1,5 milhão de crianças morrem a cada ano de doenças diarreicas, uma média de 5.000 por dia. Grande parte dessas doenças são evitáveis por meio de saneamento adequado e melhor higiene”, diz Luciana.


Opinião do especialista

Luciana Vieira Seixas
Pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Direito Sanitário da USP

“Segundo dados do ranking realizado pelo Instituto Trata Brasil, as regiões Norte e Nordeste do País tiveram as menores parcelas de domicílios atendidos por saneamento básico, com 13,5% e 33,8%, respectivamente, do total de domicílios da região. A região com maior índice de esgoto tratado é a Centro-Oeste, com 43,1%. Sabe-se que as doenças causadas pela falta de saneamento básico são responsáveis por 65% das internações no Sistema Único de Saúde (SUS). Investir no saneamento básico de um país acarreta em grandes economias no que diz respeito à Saúde Pública como um todo.”


Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/de-cada-dez-pessoas-seis-nao-tem-acesso-a-saneamentoutm_source=redesabril_veja&utm_medium=twitter&utm_campaign=redesabril_veja&utm_content=feed&